Complicações
Outras complicações
Doenças cardiovasculares
Além das complicações citadas, os diabéticos estão sujeitos a doenças cardiovasculares, sendo estas as de maior morbidade e mortalidade.
Hipertensão
Por isso exige-se um controle rigoroso da pressão arterial, devendo ser mantido em torno de 130/80 mm/Hg. Produtos anti-hipertensivos como Adalat Oros e Adalat Retard (nifedipino), da Bayer Schering Pharma, têm sido prescritos para o controle da hipertensão em diabéticos, por já terem provado por estudos clínicos bem desenhados serem capazes de controlar, e ao mesmo tempo até reduzir o risco de novos casos de diabetes entre hipertensos. Adalat Oros é tomado uma vez ao dia de forma continuada e é apresentado em caixas com 15 comprimidos de 20, 30 e 60 mg.
Dislipidemia
Devem também os diabéticos ser controlados da dislipidemia, ou seja, alterações lipídicas (gorduras) em seu sangue, como triglicérides e colesterol, presente em diabéticos tipo 2. O uso de estatinas é recomendado (ex: lovastatina, pravastatina, etc).
Agregação plaquetária
Agregação plaquetária é outro fator que deve ser observado em pacientes diabéticos, pois são pacientes com maior risco de formação de coágulos. Eles precisam reduzir o risco de trombos e êmbolos, evitando assim o infarto do miocárdio e o AVC, macroangiopatias presentes especialmente em pacientes tipo 2 com histórico de doença cardiovascular clínica.
A Associação Americana de Diabetes estabeleceu que todo paciente diabético deve fazer uso diariamente de baixas doses de Aspirina. A Bayer Schering Pharma tem em seu portfólio de produtos da Primary Care a Aspirina Prevent, ácido acetil salicílico de 100 e 300 mg, com 30 comprimidos, para ser utilizado como antiagregante plaquetário. Esse produto tem proteção entérica para melhor tolerabilidade em uso prolongado.
Retinopatia diabética
Essa é a principal forma de cegueira irreversível do Brasil. Assintomática no início, evolui com o tempo e acomete diabéticos com mais de 20 anos de doença. Como se trata de uma microangiopatia, o controle da glicemia tem uma importância ainda maior, conforme as orientações do Ministério da Saúde. Daí a importância também de ter em mãos o medidor portátil de glicemia. Retinopatia diabética é um sinal de outras complicações microvasculares como a insuficiência renal.
Nefropatia diabética
Doença renal muito comum e mesmo devastadora em diabéticos. Ocorre um pouco menos freqüentemente que a retinopatia. Começa pelo aumento da excreção urinária de albumina, a conhecida microalbuminúria, o que já se inicia por volta de cinco anos da doença. Em dez anos aproximadamente, ou até menos, isso pode evoluir para queda da atividade dos rins. Sabe-se que uma terapia apropriada pode dobrar o tempo entre a detecção de proteinúria e a nefropatia terminal.
As medidas mais efetivas, segundo avaliações científicas, para se retardar a progressão da nefropatia são o controle adequado da glicemia e da pressão arterial, bem como o uso de anti-hipertensivos no caso de pressão alta associada a diabetes, além da interrupção do fumo, o uso de Aspirina e mesmo estatinas.
Neuropatia periférica
Essa é a complicação mais comum entre os diabéticos. São sintomas clínicos relacionados ao sistema nervoso periférico sensitivo, motor e autonômico. A mais comum é a neuropatia sensitiva e motora distal. Provocada pela toxicidade glicêmica aos nervos.
Manifesta-se como sensações de choque, formigamentos, câimbras, inclusive em repouso, com piora à noite e algum alívio quando a pessoa se movimenta. Uma neuropatia periférica pode ser diagnosticada com testes neurológicos básicos, como testes de sensibilidade dolorosa, tátil, térmica, vibratória e motora, além do limiar à percepção cutânea.
Médicos costumam prescrever para melhorar a polineuropatia periférica dos diabéticos, dentre outros produtos, a vitamina B1, para suprir a carência desse nutriente que ocorre nesses pacientes. A mais prescrita é o Benerva, produto da Bayer Consumer Care, apresentado em caixas com 30 comprimidos de 300 mg de tiamina.
Neuropatia autonômica
As principais manifestações da neuroparia autonômica são taquicardia em repouso, intolerância a exercícios físicos, constipação intestinal, esvaziamento gástrico retardado (gastroparesia), disfunção erétil, bexiga neurogênica (a bexiga perde sua função normal devido a lesões de parte do sistema nervoso) e redução da percepção de sintomas de hipoglicemia, além de outras.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, o diagnóstico da disfunção erétil é feito por uma anamnese completa, que inclui até o uso de medicamentos que levam à disfunção.
Deve-se fazer um teste terapêutico com um produto inibidor de PDE-5.
Muitos médicos prescrevem esse grupo de produtos para ajudar os diabéticos a ter melhor função erétil.
A Bayer Schering Pharma tem no portfólio da Primary Care o Levitra (vardenafila), que possui estudos de eficácia em pacientes com diabetes. Levitra é apresentado em 5, 10 e 20 mg. Suas apresentações são em 4 comprimidos de 5; 1, 2 e 4 comprimidos de 10 mg; 2, 4 e 8 comprimidos de 20 mg.
Novamente, o tratamento da nefropatia exige controle rigoroso da glicemia.
Pé diabético
As úlceras de pé e as amputações são as complicações mais graves. Para preveni-las, deve-se tratar sempre os problemas macro e microvasculares, além das neuropatias, assim como manter sob controle muito rigoroso os níveis de glicemia.
O pé-diabético é uma síndrome que acomete muitos portadores da doença e está ligada à perda de sensibilidade nos pés, dificuldade de cicatrização, aumento da possibilidade de infecções bacterianas e fúngicas, calosidades e unhas malcuidadas, uso de sapatos apertados e má circulação com surgimento de gangrenas, dificuldade de visualizar o problema e deformidade dos pés. Essa situação muitas vezes exige amputação de membros inferiores.
Saúde bucal
A doença periodontal é comum nos diabéticos. É uma infecção localizada da gengiva e dos tecidos de sustentação dos dentes, com edema e hiperemia gengivais, gengivas dolorosas e sangrantes, mau-hálito e até perda de dentes. A manutenção do controle glicêmico é a primeira medida a ser tomada para se evitar o problema, além dos tratamentos e prevenções odontológicas de base.
