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Complicações

Complicações x automonitoramento

Conforme as orientações da Atenção Básica de Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, em seu Caderno de Atenção com o Diabetes, o controle glicêmico estável pressupõe algumas variações ao longo do dia, que podem ser controlados com dieta, exercícios ou medicamentos, mas quando esses desvios se acentuam muito podem ocorrer hipoglicemia ou hiperglicemia, e as duas situações exigem ação efetiva do paciente e de seus cuidadores.

 

O automonitoramento do controle glicêmico e a disponibilidade de um serviço de pronto atendimento (telefônico ou no serviço) são fundamentais para auxiliar o paciente a impedir que esses desvios evoluam para complicações mais graves”. Ministério da Saúde, Atenção Básica, Diabetes Mellitus, Caderno 16.

Descompensação hiperglicêmica aguda: cetoacidose e Cetose

Cetoacidose é uma complicação grave que ocorre com pacientes do tipo 1 muitas vezes sendo a primeira manifestação da doença.

O quadro envolve polidipsia, poliúria, hálito com odor de pêra, fadiga, visão turva, náuseas, dores no abdome, vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental, podendo evoluir para choque, distúrbio hidro-eletrolítico, insuficiência renal, pneumonia de aspiração, síndrome de angústia respiratória do adulto e edema cerebral em crianças.

É potencialmente letal e a mortalidade situa-se entre 5 e 15%. Metade dos casos podem ser evitados com medidas simples de atenção.

 

Os fatores que podem levar a cetoacidose são infecção, omissão da aplicação da insulina, excessos alimentares, uso de medicações que aumentam a glicemia e ocorrências como AVC, infarto e traumas. Trata-se do aumento da quantidade de corpos cetônicos no sangue, acidificando o mesmo. O organismo, com excesso de glicose no sangue e falta na célula, acaba utilizando outras fontes para obtenção de energia, como gordura e proteínas. Os produtos desse metabolismo são lançados na corrente sanguínea, acidificando o sangue e levando a esses sintomas que podem se agravar intensamente.

 

A Cetoacidose vem depois da Cetose. Os pacientes devem conhecer os primeiros sintomas de descompensação, como polidipsia, poliúria, visão turva, fadiga e náuseas. Os sinais de maior gravidade são desidratação, perda de peso e alterações do estado mental, podendo ser evitados se o paciente e seus cuidadores se atentarem para o estado inicial.

 

Conforme o Ministério da Saúde, dentre as condições mínimas exigidas para que um programa de prevenção de cetoacidose seja efetivo, estão as unidades de atendimento - que devem ter insulina para todos que necessitarem, programas educativos de prevenção de complicações agudas, serviços de pronto atendimento das complicações, vigilância das recidivas e por fim é preciso “garantir materiais para automonitoramento da glicemia (e da cetonúria para os tipo 1)”.

 

A cetose pode ser manejada em casa, por paciente/cuidadores orientados sobre os sintomas iniciais, mas “desde que o paciente esteja habituado ao controle da glicemia” (orientação do Ministério da Saúde). A cetoacidose em evolução requer atendimento imediato por médico e serviço especializado.

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