Automonitoramento
Monitores codificados incorretamente resultam em leituras imprecisas
A codificação incorreta de monitores é a principal causa de erros no monitoramento da glicemia, conforme estudo publicado em 2004 pela revista Clinical Chem, de autoria de Kristensen GB e colaboradores.
Uma codificação incorreta pode levar a uma média de erro de até 43% nas leituras de glicose no sangue. Esse dado foi publicado no periódico Diabetes Technology Ther, em 2006, no estudo de Baum JM e colaboradores denominado “Improving the quality of Self-monitoring blood glucose measurement: a study in reduzing calibration errors” (“Melhorando a qualidade das medições de glicose sanguínea no automonitoramento: um estudo em redução de erros na calibração”).
Um monitor, quando codificado de forma incorreta, também pode produzir leituras imprecisas de até 4 mmol/L. E continuará registrando leituras duvidosas até ser reajustado com o código correto.
Está provado cientificamente que mais de 90% das leituras imprecisas de glicemia afetam a eficácia do tratamento do diabetes, segundo o estudo de Baum e colaboradores publicado em 2006 na Diabetes Technology Ther.
Tratamentos incorretos, especialmente para aqueles que recebem insulina, pode aumentar riscos de hipoglicemia ou hiperglicemia e afetar a saúde do paciente por longos períodos.
Monitores
aumentam a precisão das leituras
• 17% dos pacientes pesquisados em estudos declararam que monitores ajustados manualmente ou através de chip são difíceis de codificar e essas complicações podem resultar na codificação errada e leituras imprecisas.
• Os treinamentos para utilizar corretamente os monitores calibrados manualmente podem ser caros e demorados e podem não prevenir o erro na codificação, segundo o estudo de Kristensen publicado em 2004.
• Monitores já codificados não exigem qualquer ajuste e, conseqüentemente, não correm o risco de ser codificados incorretamente.
• Quando a dose de insulina é baseada em leituras de glicemia por monitores codificados de forma errada, o erro na dose pode chegar até a 5 unidades. E o erro na dosagem de insulina em 1 unidade, 2 unidades ou 3 unidades, é, respectivamente, de 50%, 50% e 22%.
• Ao utilizar um medidor já codificado, o risco do paciente errar em 1 unidade na dosagem de insulina é de apenas 35% e o risco de erro em 2 unidades cai para 1%. Não existe registro, no estudo realizado, de erro na dosagem de insulina maior que 2 unidades quando se utiliza um medidor já codificado.

